Especial Os Trapalhões

 

Em 1975, na TV TUPI, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias ficariam eternizados na memória de todos os brasileiros como
OS TRAPALHÕES. O programa também tinha outros atores fixos que não faziam parte do quarteto principal: o hilariante Tião Macalé (que imortalizou o bordão "Ih! Nojento!"), Jorge Lafond (que satirizava os homossexuais como Vera Verão), Emil Rached (o gigante atrapalhado de 2,23 m), Carlos Kurt (o "alemão" de olhos esbugalhados e sempre mal-humorado), Felipe Levy (frequentemente no papel de "chefe" ou "comandante"), Roberto Guilerme (o eterno "Sargento Pincel", quase o quinto trapalhão, uma vez que acompanhou o grupo em toda sua trajetória), Dino Santanna (irmão de Dedé Santanna), o anão Quinzinho entre muitos outros.trapalhoes

 

MUSSUM mussum02 (Antônio Carlos Bernardes Gomes)
Nasceu no dia 7 de abril de 1941 (Dia do meu aniversário também), no rio de janeiro. Depois de uma infância muito difícil e nove anos em colégio interno, se formou e recebeu um diploma de ajustador mecânico. Mussum dividia sua carreira militar nas forças armadas com a caravana cultural de música brasileira de Carlos Machado. Além disso, fazia parte do grupo Os Originais do Samba e viajou com eles por quase todo o mundo.
Mussum foi considerado por muitos o mais engraçado dos Trapalhões.No programa, popularizou o seu modo particular de falar, acrescentando as terminações "is" ou "évis" a palavras arbitrárias (como forévis, cacildis, coraçãozis) e pelo seu inseparável "mé". Numa época em que ainda não havia o patrulhamento "politicamente correto", Mussum se celebrizou por expressões onde satirizava sua condição de negro, tais como "negão é o teu passadis" e "quero morrer pretis se eu estiver mentindo", além de recorrentes piadas sobre bebidas alcoólicas.
Mussum morreu em 29 de julho de 1994, aos 53 anos, não resistindo a um transplante de coração.
 

ZACARIAS (Mauro Faccio Gonçalves)zacarias02
Nasceu em Sete Lagoas, Minas Gerais, no dia 18 de janeiro de 1934. Tudo começou na rádio Cultura de sua cidade natal, onde além de comentarista, fazia parte de grupos de teatro amador. Mesmo convicto de sua vocação artística, Zacarias se mudou para Belo Horizonte para ingressar na faculdade de arquitetura e para trabalhar em um banco. Mas a paixão pela arte era maior e ele ainda encontrava tempo para trabalhar na rádio Inconfidência. Essa união trouxe frutos surpreendentes.
Seu personagem foi o mais caricato de todos, marcado por seu dentes saltados e sua risada inconfundível, e pelo constante assédio à sua peruca (sempre alguém ou algo roubava sua peruca, a qual ele desesperadamente se esforçava para recuperar em meio a gritos e lamúrias). Outra característica sua era chorar feito criança ao ser agredido ou ofendido.
Zacarias faleceu em 18 de março de 1990, aos 57 anos.


DEDÉ (Manfried Sant'Anna)Dede
Era o que agia com mais seriedade e considerado o cérebro do grupo, sendo uma espécie de "segundo no comando". Sua masculinidade era sempre ironizada por Didi, que criava apelidos como "divino". Foi criado entre artistas de circo. Entrou no seu primeiro espetáculo de circo apenas com três meses de vida.
Dedé ficou marcado como o mais sério dos Trapalhões (fato que ele mesmo admite em entrevistas sobre o seu personagem), por ser ele o que agia de maneira mais normal, talvez para que o personagem se diferenciasse um pouco dos seus três amigos exageradamente hilários.
Após sofrer com a perda dos amigos e parceiros, "Zacarias", e "Mussum", Dedé teve a parceria com Renato Aragão (Didi) desfeita. Era o lamentável fim dos "Trapalhões" no Brasil.

 

 

DIDI (Antônio Renato Aragão) Didi  
Um esperto Cearense com linguajar e aparência bastante cômicos, e que poucas vezes terminava as cenas com má sorte ou como perdedor, tanto enfrentando inimigos como seus próprios três companheiros. Apesar de ser o líder do grupo, em certas cenas é considerado pelos seus três companheiros como o membro de menor importância. Era apelidado de "cardeal" ou "cabeça-chata", referindo-se à sua condição de retirante nordestino.
Formou-se em Direito, na Faculdade de Direito do Ceará em 1961. Aos 24 anos, inscreveu-se num concurso da TV Ceará para trabalhar como "realizador" - uma espécie de diretor, redator e produtor de programas. Ele venceu, demonstrando seu talento e em pouco tempo já trabalhava como ator.
Didi Mocó é o personagem de maior sucesso interpretado por Renato Aragão. O personagem é tão famoso que Renato Aragão é mais conhecido pelo nome Didi do que pelo seu próprio nome. O nome completo do personagem Didi é Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbbo (por vezes, Didi ao mencionar seu nome completo, alertava que o nome Mufumbbo é "com dois bês").

 

FILMES DOS TRAPALHÕES
O primeiro filme d'Os Trapalhões foi realizado em 1965 e contava apenas com a dupla Didi e Dedé. Com a formação clássica (que contava ainda com Mussum e Zacarias) foram realizados vinte e três filmes, entre 1978 e 1990. Mais de cento e vinte milhões de pessoas já assistiram a filmes d'Os Trapalhões, sendo que sete filmes estão na lista dos dez mais vistos na história do cinema brasileiro. São eles:

  • 4.º lugarO Trapalhão nas Minas do Rei Salomão de 1977, com 5,8 milhões de espectadores
  • 5.º lugarOs Saltimbancos Trapalhões de 1981, com 5 milhões
  • 5.º lugarOs Trapalhões na Guerra dos Planetas de 1978, com 5 milhões
  • 7.º lugarO Cinderelo Trapalhão de 1979, com 4,7 milhões
  • 8.º lugarOs Trapalhões na Serra Pelada de 1982, com 4,7 milhões
  • 9.º lugarO Casamento dos Trapalhões de 1988, com 4,5 milhões
  • 10.º lugarOs Vagabundos Trapalhões de 1982, com 4,4 milhões


Veja a lista completa de filmes em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Filmografia_d%27Os_Trapalh%C3%B5es


DISCOGRAFIA

 

 

 

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

A Bloch Editores foi responsável pela publicação da primeira fase das revistas de histórias em quadrinhos dos Trapalhões, entre 1976 e 1987. O ponto forte dessa fase de revistas eram as várias paródias de heróis clássicos e também de heróis de filmes e desenhos animados que se fizeram famosos nos anos 80. Do ano inicial até 1985 as edições eram nomeadas: Os Trapalhões , Almanaque dos Trapalhões (especial) e As aventuras do Didi. De 1986 até 1987 as edições normais foram renomeadas para Super-Trapalhões e Didi: Passatempos e Quadrinhos.
A Editora Abril foi responsável pela publicação das revistas dos Trapalhões do ano de 1988 até 1993, quando teve seu fim definitivo. As edições eram nomeadas Os Trapalhões, Almanaque dos Trapalhões e As aventuras dos Trapalhões (nesta última edição citada as histórias eram somente baseadas em paródias de personagens de filmes, desenhos e novelas).

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